a OBSERVATÓRIO DA PAX

sábado, 3 de dezembro de 2016

ADVENTO 2016: 2ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus […]. Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus.»

Romanos 15,5.7


2. Reflexão

Acolhimento e hospitalidade constituem caraterísticas fundamentais do ministério pastoral, inclusive aquele que se desempenha no meio dos requerentes de asilo, dos refugiados, das pessoas deslocadas internamente e das vítimas do tráfico de seres humanos. Eles garantem que os tratemos como pessoas e, se forem cristãos, como irmãos ou irmãs na fé, evitando deste modo que passe-mos a considerá-los como números, casos ou mão-de-obra. O acolhimento não consiste tanto numa tarefa, como num modo de viver e de compartilhar.
A oferta da hospitalidade nasce a partir de um esforço em ser fiel a Deus, em ouvir a sua voz nas Sagradas Escrituras e em reconhecê-lo nas pessoas que estão ao nosso redor. Através da hospitalidade, o estrangeiro é recebido na Igreja local, que deve constituir um lugar seguro onde ele possa encontrar alívio, que o respeita, que o aceita e que lhe é amiga. Este acolhimento exige a escuta atenta e a partilha mútua das histórias de vida. Ele requer a abertura do coração, a disponibilidade para tornar a própria vida visível aos outros e uma partilha generosa do próprio tempo e recursos. Desde a doação de coisas até à oferta do próprio tempo e amizade, e finalmente à oferta de Cristo, nosso tesouro, ao próximo como proposta respeitosa e humilde.
No entanto, uma comunidade eclesial que recebe estrangeiros constitui um «sinal de contradição», um lugar onde alegria e dor, lágrimas e paz se encontram intimamente entrelaçadas. Isto torna-se particularmente visível em sociedades que são hostis em relação a quantos são acolhidos. […] Oferecer hospitalidade significa repensar e reformular constantemente as próprias prioridades.



3. Gesto de Paz

Acende-se a SEGUNDA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a segunda vela da Coroa do Advento, comprometo-me a apoiar uma organização de ajuda a refugiados ou imigrantes no meu país.


4. Oração

1. Deus de misericórdia, envia o teu Espírito de fortaleza sobre os refugiados, as pessoas perseguidas, os migrantes, as crianças órfãs e desaparecidas:

Todos: Dá-lhes coragem e esperança.

1. Nós Te pedimos também por todas as pessoas e organizações que os acompanham e apoiam:

Todos: Que o seu trabalho sensibilize os políticos e a opinião pública para que o mundo seja mais justo e fraterno, um mundo sem guerras nem disputas, um mundo de paz e de amor.


5. Bênção

1. Que Deus, de quem vêm a paciência e a coragem, nos conceda har-monia de sentimentos uns para com os outros, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, para que todos em conjunto e a uma só voz glorifiquemos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos: Ámen.


In: Era estrangeiro e acolhestes-me? (cf. Mt 25,35ss). Contributos para a celebração do Advento 2016. Esta brochura está disponível online aqui.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Intenção do Papa Francisco para o mês de Dezembro: O fim dos meninos‐soldados



Para que seja eliminada em todo o mundo a praga dos meninos‐soldados.

Papa Francisco - Dezembro 2016


Vídeo do Papa

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pax Christi International: New statement on a renewed peace process for Palestine and Israel

The year 2017 will mark 100 years since the Balfour declaration that made public British support for a Jewish homeland in Palestine, 70 years since UN resolution 181 calling for the partition of Palestine into Arab and Jewish states, and 50 years since Israel began its occupation of the West Bank, the Gaza Strip, the Golan Heights and the annexation of East Jerusalem. Pax Christi International believes that this is the moment for a renewed commitment to end the violence and to reach a just and sustainable solution guaranteeing the fundamental rights of both Israelis and Palestinians in accordance with international law.

Today we have released a new statement calling for a renewed peace process for Israel and Palestine.

The conclusion of the statement reads:

While Pax Christi International acknowledges the legitimate grievances of both Israelis and Palestinians and the responsibility of participants on both sides to stop any violence perpetrated against the other, we cannot ignore the gross imbalance of power and resources in favour of Israel. We therefore emphasise the following:

  • that a sustainable peace and reconciliation will only be achieved if Israelis and Palestinians engage in the peace process as equals;
  • that it is essential that the legitimacy and rights of both are respected and protected, which has not been the case to this point, as the rights of Palestinians have been systematically denied;
  • nonviolent struggles should be supported and the strategy set forth by the BDS-movement is one of the possible nonviolent approaches to apply international pressure on Israel until the changes necessary to create an environment for a renewed peace process have been achieved, but we do not call for a boycott of the state of Israel as a whole.

Pax Christi International urges the international community to stay focused on the Israeli-Palestinian conflict, to contribute, together with the Palestinian and Israeli people and authorities, to a revival of the peace process so that an agreement can finally be reached and an enforcement mechanism put in place.

As stated by H.B. Michel Sabbah, Latin Patriarch Emeritus of Jerusalem and former President of Pax Christi International: "We can help leaders and people to free themselves from fear and mistrust and to reach the so long-desired peace. The beginning of Palestinian freedom is also the beginning of reconciliation between the two peoples, Palestinians and Israelis."

Click here to read the entire statement on our website.

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sábado, 26 de novembro de 2016

ADVENTO 2016: 1ª SEMANA DO ADVENTO

1. Ambientação

Ali afluirão todas as nações, e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos, e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há-de vir a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.»

Isaías 2,3


2. Reflexão

Cada cristão sente-se chamado a partilhar a tribulação e apuro do outro, no qual o próprio Deus Se esconde. Mas a abertura às necessidades do irmão implica um acolhimento sincero, que só é possível numa disposição pessoal de pobreza em espírito. De facto, não existe só pobreza de sinal negativo. Há também uma pobreza que é abençoada por Deus. A esta, o Evangelho chama-a «bem-aventurada» (Mt 5,3). Graças a ela, o cristão reconhece que a sua salvação vem exclusivamente de Deus, e torna-se disponível para acolher e servir o irmão, considerando-o «superior a si mesmo» (cf. Fil 2,3). […]
Este clima de acolhimento torna-se tanto mais necessário por assistirmos, no nosso tempo, a diversas formas de rejeição do outro. Manifestam-se de maneira grave no problema dos milhões de refugiados e exilados, no fenómeno da intolerância racial mesmo para com pessoas cuja única «culpa» é a de procurar trabalho e melhores condições de vida fora da sua pátria, no medo de tudo o que é diverso e por isso visto como ameaça. A Palavra do Senhor adquire, assim, nova actualidade frente às necessidades de tantas pessoas que pedem uma casa, que lutam por um emprego, que reclamam educação para os seus filhos. O acolhimento que lhes é devido permanece um desafio para a comunidade cristã, que não pode deixar de sentir-se empenhada em fazer com que cada homem possa encontrar condições de vida condizentes com a sua dignidade de filho de Deus.



3. Gesto de Paz

Acende-se a PRIMEIRA VELA da Coroa do Advento.

Ao acendermos a primeira vela da Coroa do Advento, comprometo-me a estar mais atento a todos os que me rodeiam e a procurar mais informação sobre todos aqueles que procuram abrigo e acolhimento no meu país e na minha cidade.


4. Oração

1. Deus de misericórdia, envia o teu Espírito de fortaleza sobre os refugiados, as pessoas perseguidas, os migrantes, as crianças órfãs e desaparecidas:

Todos: Dá-lhes coragem e esperança.

1. Nós Te pedimos também por todas as pessoas e organizações que os acompanham e apoiam:

Todos: Que o seu trabalho sensibilize os políticos e a opinião pública para que o mundo seja mais justo e fraterno, um mundo sem guerras nem disputas, um mundo de paz e de amor.


5. Bênção

1. Que Deus, de quem vêm a paciência e a coragem, nos conceda har-monia de sentimentos uns para com os outros, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, para que todos em conjunto e a uma só voz glorifiquemos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos: Ámen.


In: Era estrangeiro e acolhestes-me? (cf. Mt 25,35ss). Contributos para a celebração do Advento 2016. Esta brochura está disponível online aqui.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Pax Christi International signs onto joint statement calling for greater protection of refugee, migrant children

This past weekend was Universal Children's Day, 20 November. Pax Christi International joined with several other non-governmental organisations in issuing a joint statement encouraging greater protection for migrant and refugee children.

The statement begins:

On the occasion of Universal Children's Day on November 20th, we echo Pope Francis’ appeal “to adopt every possible measure to guarantee the protection and safety of child migrants.” In this time of epic human displacement, “children constitute the most vulnerable group, because as they face the life ahead of them, they are invisible and voiceless”.

According to a recent report by the UN Children’s Fund (UNICEF), one in every 200 children in the world is growing up as a refugee. Of the world’s 31 million children living outside their countries of birth, 11 million are forcibly displaced...

Click on the following language links to see the statement in English, In Spanish, in French, and in Italian.

Pax Christi International

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ADVENTO 2016: Era estrangeiro e acolhestes-me? (cf. Mt 25,35ss). Contributos para a celebração do Advento 2016

Em 2015, segundo dados das Nações Unidas, em todo o mundo:
- O número de migrantes internacionais (pessoas que vivem num país diferente do de origem) atingiu os 244 milhões, um aumento de 71 milhões ou 41% em comparação com 2000 (Tendências do Stock Internacional de Migrantes: Revisão 2015);
- 65,3 milhões de pessoas estavam deslocadas devido a perseguição, conflito, violência generalizada ou violação dos direitos humanos, das quais 21,3 milhões eram refugiados num país estrangeiro, 40,8 milhões deslocados internos e 3,2 milhões à procura de asilo (Tendências Globais 2015);
- O número de refugiados atingiu o seu nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial.

A dimensão desta tragédia humanitária, que não pode deixar ninguém indiferente, mas a tod@s deve interpelar, tem sido uma das principais preocupações do pontificado do Papa Francisco, o qual não se tem cansado de, repetidamente, a denunciar não só com palavras mas também com gestos concretos, e apelar ao compromisso, urgente, de todos neste âmbito, mas dos cristãos principalmente. E este «[é] um compromisso que envolve todos, sem exclusão. As dioceses, as paróquias, os institutos de vida consagrada, as associações e os movimentos, assim como cada cristão, todos são chamados a acolher os irmãos e as irmãs que fogem da guerra, da fome, da violência e das condições de vida desumanas. Todos juntos somos uma grande força de apoio para quantos perderam pátria, família, trabalho e dignidade», como exortou ao comentar as palavras de Jesus: «Era estrangeiro e acolhestes-me; estava nu e vestistes-me» (Mt 25,35-36), na Audiência Geral do passado dia 26 de Outubro.

É, pois, neste espírito, que a Pax Christi Portugal propõe este itinerário para o Advento de 2016, com contributos para a sua celebração e vivência seja na paróquia, em família ou em grupo, tendo como ideia central a temática da Paz.

Neste tempo litúrgico em que, em expectativa vigilante e laboriosa, alimentada pela oração e pelo compromisso efectivo do amor feito serviço, nos preparamos para acolher o «Príncipe da Paz» que vem ao nosso encontro, o qual com a sua família «no doloroso caminho do exílio, em busca de refúgio no Egipto [,…] experiment[ou] a condição dramática dos prófugos, marcada por medo, incerteza e dificuldades (Cf. Mt 2,13-15.19-23)» (PAPA FRANCISCO - Angelus. Domingo, 29 de Dezembro de 2013), saibamos redescobrir o dom da hospitalidade, «um profundo valor evangélico, que alimenta o amor e é a nossa maior segurança contra as odiosas ações de terrorismo» (PAPA FRANCISCO - Discurso aos participantes na Conferência promovida pela Confederação Europeia e a União Mundial dos Ex-Alunos e Alunas dos Jesuítas), acolhendo como nossos irmãos e irmãs tod@s @s que se viram forçad@s a abandonar os seus países de origem, devido à crise económica, aos conflitos armados e às mudanças climáticas.

Porque outro mundo é possível se há hospitalidade, assumamos, neste Advento 2016, o compromisso de criarmos uma cultura da hospitalidade, de modo a que esta seja «direito de todos e dever para todos» (LEONARDO BOFF - A hospitalidade: direito de todos e dever para todos). Como bem afirma Leonardo Boff: «Todos têm o dever de hospedar e o direito de ser hospedado porque vivemos na mesma Casa Comum» (Ibidem).

Novembro de 2016.


Era estrangeiro e acolhestes-me? (cf. Mt 25,35ss). Contributos para a celebração do Advento 2016 está disponível para impressão aqui.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Declaração da JUPAX Europa: "Criando um refúgio seguro para todos: Refugiados e dignidade humana"

CRIANDO UM REFÚGIO SEGURO PARA TODOS:
REFUGIADOS E DIGNIDADE HUMANA


A Europa está numa encruzilhada: Será que vai demonstrar uma liderança baseada no seu compromisso com os valores dos direitos humanos e da solidariedade, ou vai optar por excluir os refugiados do acesso a uma vida digna e segura, dando lugar a agendas nacionalistas e populistas? A Conferência das Comissões Justiça e Paz europeias (“Justice and Peace Europe”) convida as instituições europeias, os Estados-Membros da UE e outros países europeus a assumirem a responsabilidade de conceder aos refugiados o acesso ao asilo e a um padrão de vida digno.

A Justiça e Paz Europa tem sérias preocupações quanto ao atual debate público e a algumas decisões tomadas nos países europeus e pelas instituições europeias sobre a questão dos refugiados. A chegada dos refugiados é utilizada por vários partidos políticos para alimentar outras agendas políticas em muitas partes da Europa, isto é, campanhas anti-UE e xenófobas. Isso resulta de um debate fortemente polarizado, lançando suspeitas sobre os refugiados e criando uma divisão nas nossas comunidades. Dentro desta retórica, a humanidade dos refugiados, assim como a nossa própria humanidade, é cada vez mais esquecida.

Os ataques terroristas na Europa têm sido relacionados com a chegada de refugiados. Existe o receio de que o extremismo e o radicalismo dos países de origem sejam trazidos para a Europa. Os desafios de segurança na Europa são reais e aumentarão se houver mais ataques terroristas na Europa. No entanto, equiparar refugiados a terroristas só vai de encontro à agenda terrorista de ódio e desilusão. O extremismo e a radicalização existentes nos seus próprios países são, na verdade, os motivos para os refugiados fugirem das suas casas. Eles merecem o nosso apoio. A proteção das liberdades fundamentais e da segurança física tanto dos cidadãos europeus, como dos refugiados, são, portanto, duas faces da mesma moeda.

Para a Justiça e Paz Europa é fundamental expressar os valores fundamentais dos direitos humanos, solidariedade e hospitalidade. No que diz respeito aos refugiados, o trabalho da Justiça e Paz Europa baseia-se em três princípios fundamentais: a centralidade da pessoa humana, a solidariedade e a hospitalidade. Primeiro, cada e todo o ser humano tem um direito inalienável de ser respeitado na sua vida, dignidade e vida social. Em segundo lugar, cada pessoa humana faz parte de uma mesma família humana, independentemente da nacionalidade, origem cultural ou tradição religiosa. Esta interdependência exige uma solidariedade concreta entre povos e Estados. Em terceiro lugar, a hospitalidade liga a centralidade da pessoa ao princípio da solidariedade. Uma comunidade hospitaleira e acolhedora serve o desenvolvimento integral de cada pessoa e da comunidade como um todo. Esses princípios estão estreitamente interligados com os instrumentos dos direitos humanos internacionais nos quais se enfatiza o valor único de cada ser humano. Os refugiados dependem da solidariedade e da hospitalidade de outras comunidades para lhes assegurar os seus direitos humanos como pessoas únicas.

Refletindo sobre a situação humanitária dos refugiados em todo o mundo, a Justiça e Paz Europa defende uma abordagem integral, tanto na análise como na ação. A violência e a guerra persistentes, a desigualdade global, a opressão política e as violações dos direitos humanos e os efeitos negativos das alterações climáticas são apenas algumas das causas profundas dos que têm de fugir de casa em busca de segurança e dignidade humana. Enfrentar estas causas fundamentais exige investir numa economia mundial sustentável, no comércio e na solidariedade global com os direitos humanos fundamentais e a igualdade social no seu núcleo.

No entanto, em vez de abordar a situação sob a perspetiva dos direitos humanos, muitos políticos e cidadãos comuns na Europa tendem a ver os refugiados como uma ameaça à comunidade europeia e à sua segurança. Esta linha de pensamento negligencia principalmente parte da própria experiência histórica da Europa no que respeita à migração (forçada) e renuncia aos exemplos de migração que são um motor para novas ideias e oportunidades. Tratar os refugiados como uma ameaça pode ter consequências práticas graves para a Europa enquanto ator normativo: as decisões políticas violarão os direitos humanos dos refugiados, sobretudo o direito à vida, o direito de requerer asilo e o princípio da não repulsão (non refoulement). Em alguns casos, em vez de resolver ainda piorará a crise humanitária de muitos refugiados que se encontram na Jordânia, na Turquia, na Líbia e em países europeus como a Grécia.

A Justiça e Paz Europa defende uma mudança na abordagem do processo de receção, do pedido de asilo e integração dos refugiados. A Justiça e Paz Europa quer dar prioridade aos direitos humanos como parte de uma resposta inclusiva, em combinação com medidas de segurança adequadas, o que significa reavaliar o equilíbrio entre liberdade e segurança. Isto exige que os países e instituições europeias promovam uma visão e uma definição partilhadas dos valores fundamentais dos direitos humanos e se re-identifiquem com os seus princípios de solidariedade, dignidade humana e diversidade.

Convidamos todas as instituições europeias, os Estados-Membros da UE e outros países europeus a:

Abordar a questão dos refugiados a partir de uma análise holística: reduzir os "fatores de impulso" para os refugiados. Por outras palavras, abordar as causas profundas da violência e das violações dos direitos humanos, implementando, entre outras, políticas económicas, de desenvolvimento, comerciais, de relaões externas e de segurança, enraizadas nos direitos humanos (sociais) e na justiça social. Isso traz consigo obrigações positivas e negativas. Por um lado, por exemplo, significa abster-se de negociar com países com registos de direitos humanos questionáveis com o mero propósito de impedir que os refugiados cheguem à Europa. Por outro lado, exige que a Europa se mostre solidária com os países que já acolhem um número relativamente elevado de refugiados.

Abrir possibilidades de passagem segura para a Europa: salvar vidas e diminuir o sofrimento humano investindo em meios legais para viajar para a Europa, para que as pessoas possam exercer o seu direito de pedir asilo. Os esforços de reinstalação e o alargamento da reunificação familiar, vistos humanitários e opções de visto de trabalho / estudante devem ser intensificados. Verificamos que a ligação entre a passagem segura e os acordos de readmissão com países terceiros é preocupante, pois impede o direito dos refugiados de aceder ao asilo de forma segura.

Criar um sistema europeu de asilo que incorpore a solidariedade entre os países europeus: para estabelecer apenas uma repartição dos encargos, o Regulamento de Dublin deve ser alargado de modo a incluir um sistema de deslocalização automática. Simultaneamente, o que é necessário é uma simplificação das suas regras e uma adesão mais rigorosa a estas, a fim de fazer o sistema funcionar a um nível prático. Uma maior harmonização dos processos de asilo deve ter como prioridade os direitos humanos dos refugiados, uma vez que a ambiguidade e a desigualdade de oportunidades em toda a Europa geram problemas tanto para os países de origem dos refugiados, como para os europeus. Este processo de harmonização tem de ser coerente com os princípios fundadores da União Europeia e as suas liberdades fundamentais.

Investir na solidariedade local em vez de alimentar a polarização: os políticos europeus devem tomar como exemplo as pessoas que se reuniram em toda a Europa para organizar uma vasta gama de iniciativas de solidariedade para e com os refugiados. Isto não significa que essas pessoas não tenham medo e preocupações, mas elas optam por trabalhar a partir dos princípios dos direitos humanos e da solidariedade, os quais são ambos eficazes e inspiradores.

As fronteiras e as ameaças à segurança dominam o pensamento de muitas pessoas. Coletivamente, muitas vezes deixamos de ver a humanidade nos outros, e falhamos nas nossas responsabilidades para com eles. Os refugiados estão a cruzar fronteiras em busca de segurança, mas todos nós precisamos de cruzar fronteiras se quisermos construir um refúgio seguro onde cada pessoa possa realizar-se.


A Conferência das Comissões Justiça e Paz Europeias (Justiça e Paz Europa) é a aliança de 31 Comissões Justiça e Paz na Europa, trabalhando para a promoção da justiça, da paz, do respeito pela dignidade humana e do cuidado da criação. Justiça e Paz Europa contribui para a consciencialização da doutrina social católica nas sociedades europeias e nas instituições europeias. O seu Secretariado-Geral tem sede em Bruxelas.

CNJP

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Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2016 | AIS

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) disponibilizou a 13ª edição do relatório Liberdade Religiosa no Mundo que avalia a situação da liberdade religiosa em 196 países. O período de análise do relatório é entre Junho de 2014 e Junho de 2016 e baseia-se em pesquisas de jornalistas, académicos e clérigos. O levantamento alerta para o impacto global de um novo fenómeno de violência religiosa, denominada "hiperextremismo" e tem como objetivo alertar para esta tentativa generalizada de substituir o pluralismo por uma monocultura religiosa.




1. Este relatório da Liberdade Religiosa no Mundo conclui que, no período em análise, a liberdade religiosa diminuiu em onze – quase metade – dos vinte e três países com as piores violações.
Nos outros sete países desta categoria, os problemas já eram tão grandes que dificilmente poderiam ficar piores. A nossa análise também revela que, dos trinta e oito países com violações mais significativas da liberdade religiosa, 55% permaneceram estáveis em relação à liberdade religiosa e, em 8%, nomeadamente no Butão, no Egito e no Catar, a situação melhorou.

2. O relatório demonstra que é errada a visão popular de que os governos são sobretudo os culpados da perseguição religiosa. Os atores não estatais (ou seja, organizações fundamentalistas ou militantes) são responsáveis pela perseguição religiosa em doze dos vinte e três países com as piores violações.

3. O período em análise viu surgir um novo fenómeno de violência com motivação religiosa, que pode ser descrita como hiperextremismo islamita, um processo de radicalização intensificada, sem precedentes na sua expressão violenta. As suas características são:
a) Crença extremista e um sistema radical de lei e governo;
b) Tentativas sistemáticas de aniquilar ou afastar todos os grupos que não concordem com a sua perspectiva, incluindo correlegionários: moderados e aqueles com diferentes tradições;
c) Tratamento cruel das vítimas;
d) Uso das redes sociais mais recentes, principalmente para recrutar seguidores e intimidar os opositores através da exibição de violência extrema;
e) Impacto global, tornado possível através de grupos extremistas filiados e de redes de apoio com bons recursos.

Este novo fenómeno tem tido um impacto contaminante na liberdade religiosa em todo o mundo:
a) Desde meados de 2014, ocorreram ataques islamitas violentos em um de cada cinco países do mundo, desde a Suécia à Austrália, incluindo dezassete países africanos;
b) Em alguns países do Oriente Médio, incluindo a Síria e o Iraque, este hiperextremismo está eliminando todas as formas de diversidade religiosa e está ameaçando fazê-lo igualmente em países da África e do subcontinente asiático. A intenção é substituir o pluralismo por uma monocultura religiosa;
c) O extremismo e o hiper-extremismo islamita, observados em países que incluem o Afeganistão, a Somália e a Síria, tem sido um fator-chave na repentina explosão de refugiados que, de acordo com os números das Nações Unidas para o ano de 2015, aumentou 5,8 milhões, chegando a um novo número máximo de 65,3 milhões;
d) Na Ásia Central, a violência hiperextremista está sendo usada pelos regimes autoritários como pretexto para uma repressão desproporcionada das minorias religiosas, cerceando liberdades civis de todos os tipos, incluindo a liberdade religiosa;
e) No Ocidente, este hiper-extremismo está em risco de desestabilizar o tecido sócio-religioso, com países esporadicamente alvos de fanáticos e sob pressão para receberem números sem precedentes de refugiados, maioritariamente de uma fé diferente das comunidades nativas. Claros efeitos em cascata incluem o aumento de grupos populistas e de direita; restrições ao livre movimento; discriminação e violência contra religiões minoritárias; e um declínio da coesão social, inclusive nas escolas públicas.

4. Houve um aumento nos ataques anti-semitas, nomeadamente em países da Europa.

5. Os grupos islâmicos tradicionais estão agora começando a lutar contra o fenómeno do hiperextremismo por meio de posições públicas e outras iniciativas, através das quais condenam a violência e os que estão por trás dela.

6. Em países como a Índia, Paquistão e Mianmar, onde uma religião específica é identificada com o estado-nação, foram dados passos para defender os direitos dessa religião, por oposição aos direitos dos fiéis individuais. Isto resultou em restrições mais rigorosas à liberdade religiosa de minorias religiosas, aumentando os obstáculos à conversão e impondo maiores sanções para a blasfémia.

7. Nos países com as piores violações, incluindo a Coreia do Norte e a Eritreia, a contínua penalização da expressão religiosa representa a negação total dos direitos e liberdades, por exemplo através do encarceramento de longa duração sem julgamento justo, da violação e do assassinato.

8. Houve uma repressão renovada dos grupos religiosos que se recusam a seguir a linha do partido nos regimes autoritários, como a China e o Turcomenistão. Por exemplo, mais de 2.000 igrejas viram as suas cruzes demolidas em Zhejiang e nas províncias vizinhas.

9. Ao definir um novo fenómeno de hiper-extremismo islamita, o relatório corrobora as alegações generalizadas de que, ao atacar cristãos, yazidis, mandeanos e outras minorias, o grupo Estado Islâmico (EI) e outros grupos fundamentalistas estão infringindo a Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO. SUMÁRIO EXECUTIVO 2016


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sábado, 5 de novembro de 2016

Solidariedade para com os países que acolhem refugiados - Apelo do Papa Francisco


Para que os países que acolhem um grande número de deslocados e refugiados sejam apoiados no seu empenho de solidariedade.

Papa Francisco - Novembro 2016


Vídeo do Papa

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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Pax Christi International honors those working for human rights in Pakistan with 2016 Peace Award

Pax Christi International is excited to recognize the Catholic Commission for Justice and Peace of Pakistan and the Human Rights Commission of Pakistan with the 2016 Pax Christi International Peace Award. These two organisations were chosen as representatives of the nonviolent struggle of the human rights community in Pakistan. In a country where arbitrary detention, torture, deaths occurring while in custody, forced disappearances, institutional injustices against religious minorities, and extrajudicial execution are frequently reported, Pax Christi International honors the clear and courageous stand taken by practitioners of justice and peace against persistent patterns of violence and human rights violations. The two organisations will be honoured at a ceremony in Geneva at the World Council of Churches’ Chapel on 17 November 2016.

In her letter to the two organisations announcing this year’s choice, Greet Vanaerschot, Secretary General of Pax Christi International wrote, “Your tenacious work, performed in very difficult circumstances and at great personal risk, offers a sign of hope, courage and healing to those in your country who are facing tremendous suffering, violence and trauma in their daily lives.”


The Human Right Commission of Pakistan (HRCP) plays a lead role in providing a highly informed and objective voice in the struggle for the provision of human rights for all and democratic development in Pakistan. They monitor human rights violations and seek redress through public campaigns, lobbying and intervention in the courts, while also organizing seminars, workshops and fact-finding missions. The Catholic Commission for Justice and Peace, formed by the Pakistan Catholic Bishops’ Conference, provides services in the field of human rights with special focus on issues of the religious minorities in Pakistan. Through its 8 offices across the country, CCJP runs peace programs while also campaigning for an unbiased education system in order to counter religious intolerance in society.

Established in 1988, the Pax Christi International Peace Award is funded by the Cardinal Bernardus Alfrink Peace Fund and honours contemporary individuals and organisations who make a stand for peace, justice and nonviolence in different parts of the world.

Brussels, 3 November 2016

Pax Christi International

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Together for dignity and justice: Declaration of Intent between ‘Caritas Internationalis’ and the Lutheran World Federation – World Service | L'Osservatore Romano

On occasion of the common commemoration of the Reformation, ‘Caritas Internationalis’ and the Lutheran World Federation – World Service have signed a Declaration of Intent with the aim of strengthening cooperation and commitment to the promotion of human dignity and social justice.


“Together in Hope”
Declaration of Intent between
Caritas Internationalis and The Lutheran World Federation – World Service


1. Preamble

Caritas Internationalis, created in 1951, is the social and justice arm of the Catholic Church. It is at the same time a confederation of 165 national organisations present in 200 countries and territories and a central entity of the Holy See. Serve, accompany and defend the poor: its mission is to promote a civilization of love, based on the social and other teachings of the Church and is developed around five central strategic orientations that are: Caritas at the heart of the Church; save lives and rebuild communities; promote sustainable integral human development; build global solidarity; make the Caritas Confederation more effective.

In its first orientation, an objective is to contribute to and promote a culture of partnership and ecumenical and interreligious cooperation.

The LWF has engaged with diakonia and service since its founding in 1947. World Service, the diaconal arm of the LWF, focuses especially on the needs of refugees and internally displaced people in humanitarian assistance, development aid and advocacy. The LWF is committed to working with other Christian World communions and faith-based organisations (FBOs) for broader reach and wider impact, aiming to empower and enable local populations through rights-based approaches.

Caritas Internationalis and the LWF World Service have worked together on several occasions during the past decades in many countries and regions addressing the root causes of poverty and humanitarian crises. Caritas member organisations have also cooperated with the LWF World Service.

On the occasion of the commemoration of the 500 years of the Reformation, the Lutheran World Federation and the Catholic Church have taken further steps towards reconciliation and moved forward in the field of joint service to express and strengthen their commitment to the quest for unity. This is expressed in the Lutheran-Catholic study document “From Conflict to Communion”, in which the 5 th ecumenical imperative calls for joint diaconal action. It says:

“Catholics and Lutherans should witness together to the mercy of God in proclamation and service to the world”. § 243 reads: “Ecumenical engagement for the unity of the Church does not serve only the Church but also the world so that the world may believe”.

The international community is also calling especially upon FBOs to engage actively in realizing the Sustainable Development Goals agenda, working towards the eradication of extreme poverty in a generation. In the Catholic world, there are various spaces of collective engagement (among which the Forum of Catholic Organisations) and in the broader Christian world, there is ACT Alliance, of which the LWF is a member and with which Caritas Internationalis has been linked for many years.

We believe that faith communities and the organisations with which they engage are uniquely placed to fight extreme poverty in all its dimensions. Not only because these communities are present around the world, but also because when trained, organised and accompanied, they are the best responders to disasters, the best promoters of integral sustainable human development, and the best advocates for their lives. What animates us is our faith and, in a secularized world, this makes a huge difference: courage, commitment, perseverance, taking risks, the belief that God is with us to confront evil and rebuild lives.

As two global Christian organisations working for human dignity and social justice, we decide to join hands. To bring hope. To witness and act together, without being exclusive. And to invite our members to engage with their counterparts and friends locally.

2. Purpose

The overall purpose of this Declaration of Intent is to consolidate and develop a mutually inspiring relationship beneficial to the people we serve, accompany and defend, based on shared values and vision regarding how our organisations can work together in the world today.

Caritas Internationalis and the LWF World Service will seek to expand and deepen their relationships and joint work at all levels. We will:

- look for opportunities

- commit to cooperate where appropriate

- engage in regular strategic discussions

- share learnings, challenges and opportunities

- ensure that members, staff and volunteers understand the Declaration of Intent and look to work together in harmony and collaboration

3. Areas for cooperation

The LWF World Service and Caritas Internationalis will work together in the following fields at global level:

- Refugees, internally displaced people and migrants

- Peace building and reconciliation

- Humanitarian preparedness and response

- Implementation of Sustainable Development Goals

- Interfaith action and programming

4. Concrete application mechanisms

Caritas Internationalis and the LWF World Service will:

- Engage in regular strategic discussions on issues agreed upon, with specific experts on board

- Engage in common programs whenever possible

- Invite our membership to cooperate and engage in joint programming at national/diocesan/local levels, in consultation with respective member organizations in donor countries when applicable, in those fields referred to above and more as identified locally, including capacity building, interfaith action, reinforcing local civil society.

- Meet annually to appreciate the work done and plan ahead.

- Communicate what we have achieved

Signed on the occasion of the Joint Ecumenical Commemoration of the Reformation,
In Lund, Sweden,
On 31 October 2016

For Caritas Internationalis
Michel Roy, Secretary General

For LWF World Service
Maria Immonen, Director

L'Osservatore Romano

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Declaração conjunta por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma

Durante a celebração da Oração Ecuménica Comum, na Catedral Luterana de Lund, o Papa Francisco e o Bispo Munib Yunan, Presidente da LWF (Lutheran World Federation) assinaram uma Declaração conjunta.




DECLARAÇÃO CONJUNTA
por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma
Lund, 31 de outubro de 2016

«Permanecei em Mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim» (Jo 15, 4).

Com coração agradecido

Com esta Declaração Conjunta, expressamos jubilosa gratidão a Deus por este momento de oração comum na Catedral de Lund, com que iniciamos o ano comemorativo do quinto centenário da Reforma. Cinquenta anos de constante e frutuoso diálogo ecuménico entre católicos e luteranos ajudaram-nos a superar muitas diferenças e aprofundaram a compreensão e confiança entre nós. Ao mesmo tempo, aproximamo-nos uns dos outros através do serviço comum ao próximo – muitas vezes em situações de sofrimento e de perseguição. Graças ao diálogo e testemunho compartilhado, já não somos desconhecidos; antes, aprendemos que aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa.

Do conflito à comunhão

Ao mesmo tempo que estamos profundamente gratos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma, também confessamos e lamentamos diante de Cristo que luteranos e católicos tenham ferido a unidade visível da Igreja. Diferenças teológicas foram acompanhadas por preconceitos e conflitos, e instrumentalizou-se a religião para fins políticos. A nossa fé comum em Jesus Cristo e o nosso Batismo exigem de nós uma conversão diária, graças à qual repelimos as divergências e conflitos históricos que dificultam o ministério da reconciliação. Enquanto o passado não se pode modificar, aquilo que se recorda e o modo como se recorda podem ser transformados. Rezamos pela cura das nossas feridas e das lembranças que turvam a nossa visão uns dos outros. Rejeitamos categoricamente todo o ódio e violência, passados e presentes, especialmente os implementados em nome da religião. Hoje, escutamos o mandamento de Deus para se pôr de parte todo o conflito. Reconhecemos que fomos libertos pela graça para nos dirigirmos para a comunhão a que Deus nos chama sem cessar.

O nosso compromisso em prol dum testemunho comum

Enquanto superamos os episódios da nossa história que gravam sobre nós, comprometemo-nos a testemunhar juntos a graça misericordiosa de Deus, que se tornou visível em Cristo crucificado e ressuscitado. Cientes de que o modo como nos relacionamos entre nós incide sobre o nosso testemunho do Evangelho, comprometemo-nos a crescer ainda mais na comunhão radicada no Batismo, procurando remover os obstáculos ainda existentes que nos impedem de alcançar a unidade plena. Cristo quer que sejamos um só, para que o mundo possa acreditar (cf. Jo 17, 21).

Muitos membros das nossas comunidades anseiam por receber a Eucaristia a uma única Mesa como expressão concreta da unidade plena. Temos experiência da dor de quantos partilham toda a sua vida, mas não podem partilhar a presença redentora de Deus na Mesa Eucarística. Reconhecemos a nossa responsabilidade pastoral comum de dar resposta à sede e fome espirituais que o nosso povo tem de ser um só em Cristo. Desejamos ardentemente que esta ferida no Corpo de Cristo seja curada. Este é o objetivo dos nossos esforços ecuménicos, que desejamos levar por diante inclusive renovando o nosso empenho no diálogo teológico.

Rezamos a Deus para que católicos e luteranos saibam testemunhar juntos o Evangelho de Jesus Cristo, convidando a humanidade a ouvir e receber a boa notícia da ação redentora de Deus. Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência. Deus chama-nos a estar perto de todos aqueles que anseiam por dignidade, justiça, paz e reconciliação. Hoje, de modo particular, levantamos as nossas vozes para pedir o fim da violência e do extremismo que ferem tantos países e comunidades, e inumeráveis irmãos e irmãs em Cristo. Exortamos luteranos e católicos a trabalharem juntos para acolher quem é estrangeiro, prestar auxílio a quantos são forçados a fugir por causa da guerra e da perseguição, e defender os direitos dos refugiados e de quantos procuram asilo.

Hoje mais do que nunca, damo-nos conta de que o nosso serviço comum no mundo deve estender-se à criação inteira, que sofre a exploração e os efeitos duma ganância insaciável. Reconhecemos o direito que têm as gerações futuras de gozar do mundo, obra de Deus, em todo o seu potencial e beleza. Rezamos por uma mudança dos corações e das mentes que leve a um cuidado amoroso e responsável da criação.

Um só em Cristo

Nesta auspiciosa ocasião, expressamos a nossa gratidão aos irmãos e irmãs das várias Comunhões e Associações cristãs mundiais que estão presentes e unidos connosco em oração. Ao renovar o nosso compromisso de passar do conflito à comunhão, fazemo-lo como membros do único Corpo de Cristo, no qual estamos incorporados pelo Batismo. Convidamos os nossos companheiros de estrada no caminho ecuménico a lembrar-nos dos nossos compromissos e a encorajar-nos. Pedimos-lhes que continuem a rezar por nós, caminhar connosco, apoiar-nos na observância dos compromissos de religião que hoje manifestamos.

Apelo aos católicos e luteranos do mundo inteiro

Apelamos a todas as paróquias e comunidades luteranas e católicas para que sejam corajosas e criativas, alegres e cheias de esperança no seu compromisso de prosseguir na grande aventura que nos espera. Mais do que os conflitos do passado, há de ser o dom divino da unidade entre nós a guiar a colaboração e a aprofundar a nossa solidariedade. Estreitando-nos a Cristo na fé, rezando juntos, ouvindo-nos mutuamente, vivendo o amor de Cristo nas nossas relações, nós, católicos e luteranos, abrimo-nos ao poder de Deus Uno e Trino. Radicados em Cristo e testemunhando-O, renovamos a nossa determinação de ser fiéis arautos do amor infinito de Deus por toda a humanidade.

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domingo, 30 de outubro de 2016

UE: Bispos católicos recordam os 119 milhões de europeus em risco de pobreza e exclusão social | Agência ECCLESIA

Bruxelas, 28 out 2016 (Ecclesia) - A Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE), da qual Portugal faz parte, concluiu hoje a sua assembleia plenária com um alerta a favor dos “mais pobres” do Velho Continente.

Nas conclusões do encontro, enviadas à Agência ECCLESIA, aquele organismo salienta que cerca de “119 milhões de europeus, quase um quarto da população no território, vivem hoje com o risco da pobreza e da exclusão social”. (Mais ...)

Agência ECCLESIA

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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Pax Christi International calls for international community to assure Mosul does not become another place of agony in the Middle East


Pax Christi International

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Pap Francisco: Todos são chamados a acolher os irmãos e as irmãs que fogem da guerra, da fome, da violência e das condições de vida desumanas

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Prossigamos a reflexão sobre as obras de misericórdia corporais, que o Senhor Jesus nos confiou a fim de que a nossa fé se mantenha sempre viva e dinâmica. De facto, estas obras tornam evidente que os cristãos não estão cansados nem são preguiçosos na expetativa do encontro final com o Senhor, mas que todos os dias vão ter com Ele, reconhecendo o seu rosto naquele de tantas pessoas que pedem ajuda. Hoje meditemos sobre esta palavra de Jesus: «Era estrangeiro e acolhestes-me; estava nu e vestistes-me» (Mt 25, 35-36). No nosso tempo é atual como nunca a obra relativa aos estrangeiros. A crise económica, os conflitos armados e as mudanças climáticas impelem muitas pessoas a emigrar. Contudo, as migrações não são um fenómeno novo, mas pertencem à história da humanidade. Consiste em falta de memória histórica pensar que elas sejam próprias apenas da nossa época.

A Bíblia oferece-nos muitos exemplos concretos de migração. É suficiente pensar em Abraão. A chamada de Deus impeliu-o a deixar o seu país e ir para outro: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar» (Gn 12, 1). E assim aconteceu também para o povo de Israel, que do Egito, onde era escravo, caminhou durante quarenta dias no deserto até alcançar a terra prometida por Deus. A própria Sagrada Família — Maria, José e o menino Jesus — foi obrigada a emigrar para fugir das ameaças de Herodes: «José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até à morte de Herodes» (Mt 2, 14-15). A história da humanidade é feita de migrações: em cada latitude não há povo que não tenha conhecido o fenómeno migratório.

A propósito, durante os séculos assistimos a grandes expressões de solidariedade, embora não tenham faltado também tensões sociais. Hoje, o contexto de crise económica infelizmente favorece o emergir de comportamentos de fechamento e não acolhimento. Nalgumas partes do mundo erguem-se muros e barreiras. Às vezes parece que a obra silenciosa de muitos homens e mulheres que, de várias maneiras, se prodigalizam para ajudar e assistir os refugiados e os migrantes seja obscurecida pelo rumor de outros que dão voz a um egoísmo instintivo. Contudo o fechamento não é uma solução, pelo contrário, acaba por favorecer os tráficos criminosos. A única solução é a solidariedade. Solidariedade com o migrante, solidariedade com o estrangeiro...

Hoje o compromisso dos cristãos neste âmbito é urgente assim como era no passado. Observando só o século passado, recordamos a admirável figura de Santa Francisca Cabrini, que dedicou a sua vida juntamente com as suas companheiras aos migrantes rumo aos Estados Unidos da América. Também hoje precisamos destes testemunhos a fim de que a misericórdia possa alcançar muitos necessitados. É um compromisso que envolve todos, sem exclusão. As dioceses, as paróquias, os institutos de vida consagrada, as associações e os movimentos, assim como cada cristão, todos são chamados a acolher os irmãos e as irmãs que fogem da guerra, da fome, da violência e das condições de vida desumanas. Todos juntos somos uma grande força de apoio para quantos perderam pátria, família, trabalho e dignidade. Há alguns dias aconteceu uma pequena história urbana. Havia um refugiado à procura de uma rua e uma senhora aproximando-se dele, disse-lhe: «O senhor está a procurar algo?». O refugiado, que estava descalço, respondeu: «Gostaria de ir à praça de São Pedro para atravessar a Porta Santa». E a senhora pensou: «Mas sem sapatos como fará para caminhar?». E chamou um táxi. Mas o migrante, aquele refugiado cheirava mal e o motorista do táxi quase não o deixava entrar, mas no final aceitou levá-lo. E a senhora, ao lado dele, durante o percurso perguntou-lhe sobre a sua história de refugiado e de migrante: dez minutos para chegar à praça. O homem narrou a sua história de dor, de guerra, de fome e a razão pela qual fugiu da sua pátria para migrar para aqui. Quando chegaram, a senhora abriu a bolsa para pagar o táxi e o taxista, que no início não queria que o migrante entrasse porque cheirava mal, disse à senhora: «Não, senhora, sou eu que devo pagar-lhe porque me fez ouvir uma história que mudou o meu coração». Esta senhora sabia o que significa a dor de um migrante porque tem sangue arménio e conhece o sofrimento do seu povo. Quando fazemos algo deste tipo, no início não aceitamos porque nos incomoda um pouco, «... o mau cheiro...». Mas no final, a história perfuma-nos a alma e faz-nos mudar. Pensai nesta história e pensemos no que podemos fazer pelos refugiados.

Outro aspeto é vestir quem está nu: o que significa senão restituir dignidade a quem a perdeu? Certamente, dando roupas a quem não as tem; mas pensemos também nas mulheres vítimas do tráfico obrigadas a estar pelas ruas, ou noutras pessoas, são demasiados os modos de usar o corpo humano como mercadoria, até dos menores. E também não ter um trabalho, uma casa, um salário justo é uma forma de nudez, ou ser discriminados pela raça, pela fé, são todas formas de «nudez», diante das quais como cristãos somos chamados a estar atentos, vigilantes e prontos a agir.

Queridos irmãos e irmãs, não caiamos na armadilha de nos fecharmos em nós mesmos, indiferentes às necessidades dos irmãos e preocupados só com os nossos interesses. É precisamente na medida em que nos abrimos aos outros que a vida se torna fecunda, as sociedades restabelecem a paz e as pessoas recuperam a sua plena dignidade. E não vos esqueçais daquela senhora, do migrante que cheirava mal, nem do taxista ao qual o migrante mudou a alma.

PAPA FRANCISCO - Audiência Geral. Quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Vatican.va

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Pax Christi International statement on the occasion of the Action Day for Peace in Syria, 24 October

This is our message to the international community for the occasion of the Action Day for Peace in Syria on this year’s UN Day.


On this UN Day of Action for Peace in Syria, we join all friends of peace around the world in calling the international community:

1. To immediately halt all aerial attacks on Aleppo and to expedite medical evacuations and unimpeded humanitarian access. Simultaneously efforts must be encouraged to restore a nationwide ceasefire with strong monitoring and enforcement mechanisms.

2. To lift all sieges in accordance with the full implementation of UN Security Council resolutions 2139 and 2165, and to especially demand an immediate end to the “surrender or starve” siege strategy by the Syrian government. The UN should also strictly adhere to the humanitarian principles of neutrality, impartiality and independence.

3. To protect civilians and promote accountability in Syria. EU member states need to support current calls for the UN General Assembly to hold a special Emergency Session on Syria.

4. To support the hundreds of peaceful Syrian civil society organizations delivering services and laying the foundations for a future peaceful Syria. Such organizations form a middle ground in between the Syrian regime and extremist terrorist groups.

5. To impose additional coercive measures on Russia and the government of Syria if they continue to commit war crimes and crimes against humanity in Aleppo and other places in Syria.

6. To undertake bolder diplomatic efforts like the recent condemnation of Russia and the announcement of a dialogue with key regional actors to prepare the ground for a political transition and post-conflict preparations.

7. To demand that Russia stop its military support of the Syrian authorities and extend the short term cease-fire.

8. To impose an arms embargo to all warring parties in the Syrian conflict.

Syria is and will continue to be a broken, war-torn place for years to come, perhaps decades, if the international community doesn’t act more forcefully to stop the conflict. We call upon the international community to increase its support for a solution in Syria and bring the killing to an end.

Brussels, 24 October 2016

Pax Christi International

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Iraque: «Cristãos estão a ser perseguidos, yazidis estão a ser eliminados» - Irmã Irene Guia | Agência Ecclesia

Dohuk, Iraque, 21 out 2016 (Ecclesia) - A Irmã Irene Guia disse à Agência ECCLESIA que é necessário “alargar” os destinatários das campanhas de apoio às populações do Médio Oriente, nomeadamente aos yazidis que estão a “ser eliminados”.

“Os cristãos estão a ser perseguidos, mas os yazidis estão a ser eliminados”, afirmou a religiosa, responsável pelos projetos do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) no distrito de Dohuk, na Região Autónoma do Curdistão Iraquiano.

A comunidade étnico-religiosa yazidi é constituída por perto de um milhão de pessoas e a maioria vive no Iraque.

Perseguida por diferentes regimes, os yazidis estão a ser alvo de um genocídio desde 2014 por parte do autoproclamado Estado Islâmico.

Para a irmã Irene Guia é “aterrador” o que se está a passar com as mulheres yazidis, que estão a ser alvo de “violações, vendidas em mercados e passadas de mão-em-mão para todo o tipo de abusos”.

“Há algumas mulheres que conseguem fugir ou são compradas e são libertadas. São como escravas readquiridas para a liberdade. São escravas neste mercado de homens”, referiu a religiosa, no Curdistão Iraquiano há um mês. (...)

Para a irmã Irene Guia, as campanhas de apoio aos cristãos perseguidos devem ser desenvolvidas, mas é necessário “alargar os corações e a generosidade”.

“Que as campanhas sejam mais universais e não exclusivamente para os cristãos”, apelou.

“Não podemos ficar com o olhar exclusivo aos nossos quando vemos um povo a ser eliminado e não têm apoios internacionais”, acrescentou a religiosa. (Mais ...)

Agência ECCLESIA

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

D. Manuel Linda: O imposto é uma obrigação moral e fugir-lhe é pecado | Agência Ecclesia

Lisboa, 14 out 2016 (Ecclesia) – D. Manuel Linda, que participou na revisão científica do primeiro Compêndio da Doutrina Social da Igreja, afirmou que a “única forma” de “alguma justiça social” é a participação dos cidadãos nos impostos que permitem a garantia do Estado Social.

“Nós dizemos com muito afinco que o imposto é uma obrigação moral e fugir-lhe é pecado”, disse à Agência ECCLESIA o bispo das Forças Armadas e de Segurança [e Presidente da Pax Christi Portugal]. (Mais ...)

Agência ECCLESIA


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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Europa: Comissões Justiça e Paz rejeitam «muros do medo»

Luxemburgo, 04 out 2016 (Ecclesia) - Os responsáveis pelas Comissões Justiça e Paz da Europa, organismos da Igreja Católica, apelaram hoje à rejeição dos “muros do medo” por parte dos responsáveis políticos no Velho Continente.

“Quando a segurança se separa da justiça e dos Direitos humanos, perde o seu valor positivo”, assinala o comunicado final da Assembleia Geral destes organismos, enviado à Agência ECCLESIA.

21 delegados das comissões europeias Justiça e Paz estiveram reunidos no Luxemburgo de 30 de setembro a 3 de outubro, debatendo o tema da segurança com representantes políticos, militares, das instituições comunitárias e da sociedade civil.

Nas conclusões do evento, os responsáveis apelam aos Estados-membros da União Europeia para que assumam uma “verdadeira política de paz”, baseada no desenvolvimento humano integral e numa política da “não-violência”. (Mais ...)

Agência Ecclesia


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Publicações da Pax Christi International sobre a não-violência

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Francês

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Declaração da Pax Christi Internacional sobre o acordo de paz na Colômbia: O triunfo do "Não" deve ser um degrau para um processo de paz mais forte

El camino de Colombia hacia la paz: El triunfo del “No” debe ser una peldaño hacia un proceso de paz más fuerte


Pax Christi International cree que el acuerdo de paz colombiano es un paso importante en el camino hacia la paz. Reconociendo que la mayoría de los colombianos que participaron en el referéndum no apoyaron el acuerdo negociado, instamos a todas las partes involucradas a continuar el difícil proceso de lograr la paz después de tantos años de guerra, incluyendo abordar las deficiencias percibidas en relación con el proceso de justicia transicional y escuchar a las voces críticas.

A pesar de los resultados de ayer, hacemos un llamado al Gobierno colombiano, a las FARC, a la comunidad internacional y, lo que es más importante, a la sociedad civil (incluyendo a la Iglesia Católica) para que se continúe con el proceso de paz y para que se hagan todos los esfuerzos conjuntos que permitan la coexistencia y la paz justa en el país. Esperamos que el voto en favor del “No” pueda conducir a un proceso de paz en el que se aborden con más fuerza los desafíos en el camino hacia la paz.

El proceso de paz debería:

1. Abordar las causas profundas del conflicto por intermedio de los cambios socioeconómicos requeridos en tanto la paz es solamente
posible cuando los derechos humanos, el estado de derecho y la democracia son promovidos y respetados.

2. Asegurar que lo concerniente a la justicia en el Acuerdo esté en línea con el derecho internacional y que los estándares de responsabilidad y derechos de las victimas sean respetados. Las víctimas deben sentir que su dignidad sea respetada y restaurada. Sus voces deben ser claves en el proceso de justicia de transición, permitiendo que sus testimonios tengan reconocimiento público como también afirmación y reconocimiento.

3. Asegurarse de que el desarme y el abandono del tráfico de drogas, con los cuales se han comprometido las FARC, tengan lugar y que los integrantes de la guerrilla sean reinsertados a la sociedad reconstruyendo sus vidas a través de trabajo, educación y participación política.

4. Establecer iniciativas que restablezcan las relaciones y la confianza, la reconciliación y la resolución no violenta de conflictos para detener el ciclo de violencia que ha permeado todos los niveles de la sociedad.

5. Presionar al otro grupo guerrillero, el ELN, para que inicie las conversaciones formales de paz y, de igual manera, se tomen las acciones necesarias para evitar las aparición de nuevos grupos paramilitares, de modo que el frágil proceso de paz puede crecer en fuerza y profundidad.

Pax Christi Internacional

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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Bishops begin historic Canterbury-Rome 'pilgrimage'

Thirty-six Anglican and Roman Catholic bishops from 19 countries are in Canterbury at the start of an historic week-long summit marking closer ties between the two traditions. Events will include a service in Rome on Wednesday (October 5) jointly led by the Archbishop of Canterbury and Pope Francis at which the bishops will be formally commissioned to work together in pairs.

Services at Canterbury Cathedral over the weekend have illustrated the deepening relationship between the Anglican Communion and the Roman Catholic Church. On Saturday the Suffragan Bishop in Europe, David Hamid, delivered the homily at a Catholic Vigil Mass in the cathedral’s Undercroft. The Roman Catholic Archbishop-elect of Regina in Canada, Don Bolen, preached the sermon at the Sung Eucharist on Sunday morning. (Mais ...)

ACNS


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Comunicado da Comissão Nacional Justiça e Paz: «Os mais pobres dos pobres em Portugal. Que futuro?»

A Comissão Nacional Justiça e Paz publicou um comunicado a propósito do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre o impacto da crise e da austeridade nas desigualdades económicas em Portugal entre os anos 2009 e 2014.


A pobreza em Portugal tem nome de mulher, criança, jovem, idoso, desempregado/a.... Alguns factos já conhecemos e pronunciámo-nos recentemente sobre eles. Porquê, então, denunciar novamente? O estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (coordenado pelo Professor Farinha Rodrigues) sobre o impacto da crise e da austeridade nas desigualdades económicas em Portugal entre os anos 2009 e 2014, divulgado há dias, proporciona-nos dados mais específicos ainda. As estatísticas corroboram a informação que possuíamos sobre quem mais sofre com o impacto da crise, mas traz-nos dados ainda mais preocupantes:

- os mais pobres continuam a ser os mais afectados pelas políticas de austeridade, o que reforça o comunicado da CNJP de 7 de Junho passado, explicitando que, entre 2009 e 2012, um em cada três portugueses passou pela pobreza durante pelo menos um ano;
- a desigualdade gritante no acesso à justiça mantém-se e as oportunidades de trabalho também são desiguais, com especial incidência nas mulheres e nos jovens;
- na área da saúde a situação é cada vez mais precária, pondo em risco a manutenção de um Serviço Nacional de Saúde para todos;
- os jovens perderam 29% dos seus rendimentos e muitos – alguns dos mais qualificados - foram forçados a emigrar para conseguir trabalho, contribuindo para o envelhecimento ainda maior da sociedade portuguesa;
- o índice de pobreza nas mulheres aumentou, nomeadamente daquelas que são as únicas responsáveis pela família: uma descida de 20% dos rendimentos (perante apenas 8% nos homens), para além de uma maior exposição ao risco de desemprego;
- a pobreza infantil cresceu entre 2009 e 2014, chegando ao valor mais elevado desde 2006, aumentando de 22,4% para 24,8%;
- os idosos continuam ao abandono e a engrossar o grupo dos mais pobres;
- 1/5 da população vive com menos de 420 euros;
- em cinco anos o rendimento dos 5% mais ricos passou de 15 para 19 vezes superior ao dos 5% mais pobres. (Mais ...)

CNJP


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Comissão Nacional Justiça e Paz: Conferência anual 2016 «Sistema Fiscal e Justiça Social»

No dia 22 de outubro a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) promove a sua conferência anual sobre o tema: «Sistema Fiscal e Justiça Social».


Data e local

22 de outubro, das 9h30 às 17h30

Fundação Calouste Gulbenkian, auditório 3


Painéis e convidados

«O sistema fiscal na Doutrina Social da Igreja»: Pe. Ildefonso Camacho S.J.

«Sistema fiscal e justiça social»: Guilherme d´Oliveira Martins.

«A ética e os impostos»: João Amaral Tomaz.

«O que é uma tributação justa?»: António Bagão Félix e Manuela Silva.


Programa

Já está disponível o programa da conferência.


[programa | cartaz | inscrições]


CNJP


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Cardinal Turkson: 'We do not stop war by starting another war'

VATICAN CITY - Pope Francis is giving "very strong recognition" to a landmark conference held at the Vatican last spring that called on the global Catholic church to reject its long-held teachings on just war theory, Cardinal Peter Turkson has said.

Turkson, the head of the Vatican's Pontifical Council for Justice and Peace, said the pontiff's decision to focus his message for World Peace Day in 2017 on nonviolent strategies to prevent and stop global violence was partly caused by the discussions at the conference.

"He's adopted this topic … as the message of peace for next year," said Turkson, referring to Francis. "We are giving a very strong recognition to the conference and to the things that were discussed and said there."

The cardinal was speaking in an NCR interview Monday in response to a question about the April event, which was co-hosted by his council and the Catholic peace group Pax Christi International.

Turkson said the participants of the conference asked the church to re-examine the concept of just war, first enunciated by fourth-century bishop St. Augustine, and "slightly begin to move away from that."

He said that while just war teachings were first developed to make wars difficult or impossible to justify, they are now used more as conditions that allow violence to be used.

"My understanding is that it was initially meant to make it difficult to wage war because you needed to justify it," said the cardinal. "This now has been interpreted these days as a war is just when it is exercised in self-defense … or to put off an aggressor or to protect innocent people."

Turkson continued: "In that case, Pope Francis would say: 'You don't stop an aggression by being an aggressor. You don't stop a conflict by inciting another conflict. You don't stop a war by starting another war.'"

"It doesn't stop," said the cardinal. "We've seen it all around us. Trying to stop the aggressor in Iraq has not stopped war. Trying to stop the aggressor in Libya has not stopped war. It's not stopped the war in any place. We do not stop war by starting another war."

Turkson said the participants at the conference promoted "another thinking:" Gospel nonviolence, or "nonviolence as Jesus was nonviolent."

"People think that this is Utopian, but Jesus was that," said the cardinal, calling Jesus' instruction to his disciples to turn the other cheek if someone were to strike them as an example of "non-aggression" in response to violence.

"From the point of view of us Christians, and talking as Christians, our master also taught us a way of dealing with violence," said Turkson. "Is it worth following what our master taught us? What he taught us is this nonviolence." (Mais ...)

National Catholic Reporter


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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Celebração «Tempo da Criação» (Porto)


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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Christians unite in World Day of Prayer for Creation


[ACNS, by Gavin Drake] Christians around the globe are uniting in a World Day of Prayer for Creation today (Thursday 1 September) – a move which was started by the spiritual leader of the Orthodox churches. The day of prayer – and the Season of Creation that runs from today to the Feast of St Francis of Assisi (4 October) – was launched by the Ecumenical Patriarch Dimitrios in 1989. Last year Pope Francis called on Catholics to join in; and the Anglican Consultative Council – while not specifying any particular period – has repeatedly called on Anglican Provinces to set aside a liturgical season of prayer for creation and the environment.

This year, many Orthodox, Catholic, Protestant, and Anglican organisations have joined together in what may the first significant cross-denominational movement of prayer on this scale. Together, they are encouraging the 2.2 billion Christians worldwide to pray and act on ecological issues over the next month. And they are promoting a new ecumenical resource website: seasonofcreation.org(...)

ACNS

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Papa propõe «15ª obra de misericórdia», cuidar da natureza


Cidade do Vaticano, 01 set 2016 (Ecclesia) - O Papa afirmou hoje que o cuidado com o Ambiente deve ser visto pelos cristãos como uma “nova obra de misericórdia”, que se une às 14 tradicionais, para defender a “vida humana na sua totalidade”.

“Tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia [corporais e espirituais], acrescentando a cada um o cuidado da casa comum”, escreve, numa mensagem divulgada hoje no Vaticano. (Mais ...)

Agência Ecclesia


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Mensagem do Papa Francisco para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 DE SETEMBRO DE 2016


Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum


Em união com os irmãos e irmãs ortodoxos e com a adesão de outras Igrejas e Comunidades cristãs, a Igreja Católica celebra hoje o «Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação». A ocorrência tem como objetivo oferecer «a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos».[1]

É muito encorajador que a preocupação com o futuro do nosso planeta seja partilhada pelas Igrejas e comunidades cristãs em conjunto com outras religiões. De facto, nos últimos anos, foram empreendidas muitas iniciativas por autoridades religiosas e organizações para sensibilizar mais a opinião pública sobre os perigos da exploração irresponsável do planeta. Quero aqui mencionar o Patriarca Bartolomeu e o seu antecessor Dimitrios, que durante muitos anos não cessaram de se pronunciar contra o pecado de causar danos à criação, chamando a atenção para a crise moral e espiritual que está na base dos problemas ambientais e da degradação. Em resposta à crescente solicitude pela integridade da criação, a III Assembleia Ecuménica Europeia (Sibiu, 2007) propunha que se celebrasse um «Tempo em prol da Criação» com a duração de cinco semanas entre o dia 1 de setembro (memória ortodoxa da criação divina) e 4 de outubro (memória de Francisco de Assis, na Igreja Católica e noutras tradições ocidentais). A partir de então aquela iniciativa, com o apoio do Conselho Mundial das Igrejas, inspirou muitas atividades ecuménicas em várias partes do mundo. Deve ser também motivo de alegria o facto de em todo o mundo iniciativas semelhantes, que promovem a justiça ambiental, a solicitude pelos pobres e o serviço responsável à sociedade, terem feito encontrar pessoas, sobretudo jovens, de diferentes contextos religiosos. Cristão ou não, pessoas de fé e de boa vontade, devemos estar unidos manifestando misericórdia para com a nossa casa comum – a terra – e valorizar plenamente o mundo em que vivemos como lugar de partilha e comunhão. (Mais ...)

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

1 de setembro de 2016 - Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação


Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2016

Tempo para a Criação – Rezemos juntos para apreciar e cuidar do dom da criação
* Declaração conjunta do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), da Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e da Rede Cristã Europeia para o Meio Ambiente (ECEN)


RECURSOS

* Movimento Católico Global pelo Clima

* Season of Creation

* European Christian Environmental Network

* Time for Creation | World Council of Churches

* Igreja Lusitana

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sábado, 27 de agosto de 2016

“A não-violência: estilo de uma política para a paz”: Tema do 50º Dia Mundial da Paz, 1 de janeiro de 2017

“A não-violência: estilo de uma política para a paz”. Este é o título da Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz, a quarta do Papa Francisco.

A violência e a paz estão na origem de dois modos opostos de construir a sociedade.

A proliferação de surtos de violência dá origem a gravíssimas e negativas consequências sociais: o Santo Padre reflecte esta situação com a expressão da “terceira guerra mundial em pedaços”. A paz, ao contrário, tem consequências sociais positivas e permite realizar um verdadeiro progresso. Devemos, portanto, mover-nos nos espaços do que é possível, negociando vias de paz, mesmo onde elas parecem ambíguas e impraticáveis. Desta forma a não-violência poderá adquirir um significado mais amplo e novo: não só como aspiração, desejo, recusa moral da violência, das barreiras, dos impulsos destrutivos, mas também como enfoque político realístico, aberto à esperança.

Trata-se de um método político fundado sobre o primado do direito. Se o direito e a igual dignidade de cada ser humano são salvaguardados sem discriminações nem distinções, a não-violência, entendida como método político, pode constituir uma via realista para superar os conflitos armados. Nesta perspectiva, é importante que se reconheça cada vez mais não o direito da força, mas a força do direito.

Com esta Mensagem, o Papa Francisco deseja indicar um passo ulterior, um caminho de esperança adaptado às presentes circunstâncias históricas: alcançar a resolução das controvérsias, através da negociação, evitando que degenerem em conflitos armados. Dentro desta perspectiva encontramos o respeito pela cultura e identidade de todos os Povos, e a ideia da superioridade moral de uma parte sobre a outra seria derrotada. Ao mesmo tempo, contudo, isto não significa que uma Nação possa permanecer indiferente às tragédias de outra. Significa, pelo contrário, reconhecer o primado da diplomacia sobre o fragor das armas. O comércio mundial das armas é de tal magnitude que, em geral, é subvalorizado. É o tráfico ilícito das armas que sustenta a maior parte dos conflitos no mundo. A não-violência como estilo político pode e deve fazer muito para combater este flagelo.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Oração pela paz e a defesa contra a violência e o terrorismo

Oração do Papa Francisco na visita à basílica de São Francisco por ocasião da XXXI Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia (sábado 30 de julho de 2016):

Ó Deus omnipotente e misericordioso, Senhor do Universo e da história. Tudo o que criaste é bom, e a tua compaixão pelos erros do homem é inexaurível.

Hoje vimos a Ti para te pedir que conserves o mundo e os seus habitantes na paz, que afastes dele a vaga devastadora do terrorismo, que restabeleças a amizade e infundas nos corações das tuas criaturas o dom da confiança e da disponibilidade a perdoar.

Ó Dador da vida, pedimos-te também por quantos morreram vítimas de brutais ataques terroristas. Concede-lhes a recompensa eterna. Que intercedam pelo mundo, dilacerado por conflitos e contrastes.

Ó Jesus, Príncipe da Paz, pedimos-te por quem foi ferido nestes atos de violência desumana: crianças e jovens, mulheres e homens, idosos, pessoas inocentes envolvidas no mal só por fatalidade. Cura o corpo e o coração deles e consolida-os com a tua força, cancelando ao mesmo tempo o ódio e o desejo de vingança.

Espirito Santo Consolador, visita as famílias das vítimas do terrorismo, famílias que sofrem sem terem culpa. Protege-as com o manto da tua divina misericórdia. Faz com que reencontrem em Ti e em si mesmas a força e a coragem para continuarem a ser irmãos e irmãs para os outros, sobretudo para os imigrados, testemunhando com a sua vida o teu amor.

Toca o coração dos terroristas, para que reconheçam o mal das suas ações e voltem ao caminho da paz e do bem, do respeito pela vida e da dignidade de cada homem, independentemente da religião, da proveniência, da riqueza ou da pobreza.

Ó Deus, Pai Eterno, satisfaz na tua misericórdia a oração que te elevamos entre o fragor e o desespero do mundo. A ti nos dirigimos com grande confiança, cheios de esperança na tua Misericórdia infinita, recomendando-nos à intercessão da tua Santíssima Mãe, fortalecidos pelo exemplo dos beatos mártires do Peru Zbigniew e Michał, que tornaste valorosas testemunhas do Evangelho, a ponto que ofereceram o seu sangue, e pedimos o dom da paz e o afastamento de nós da chaga do terrorismo.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.

L’Osservatore Romano. Ano XLVII, número 31 (2.425)

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